domingo, 19 de abril de 2026

Interbev Wine Tasting chega à sexta edição

O INTERBEV WINE TASTING 2026, chegou na sexta edição na terça-feira, dia 14 de abril de 2026. Uma rodada de negócios exclusiva entre produtores de vinhos e o mercado especializado, incluindo provas (de vinhos) com reuniões pré-agendadas pelo time INTERBEV. As vinícolas tiveram uma agenda de reuniões ao longo do evento, com trinta minutos disponível para cada comprador de importadoras, distribuidoras, lojas, supermercados e restaurantes brasileiros. Produtores de vinhos do velho e do novo mundo apresentando seus produtos para o trade selecionado previamente e interessado em conhecer seus produtos. O local escolhido foi o sofistificado Intercontinental Hotel SP, situado na Alameda Santos, 1123 - Jardins/SP. E, quais foram os diferenciais desse evento (de negócios) que vem se consolidando como um dos principais da capital paulista? 01) convite exclusivo dos compradores realizados pelo time comercial da INTERBEV. 02) agenda de dez reuniões garantidas por vinícola com compradores no dia do evento. 03) Masterclass com almoço harmonizado para jornalistas especializados em vinhos & gastronomia (em vinhos), conduzido pelo C.E.O. Interbev, o experiente Fabiano Maciel, com rótulos previamente escolhidos. É um evento exclusivo para as vinícolas participantes da Masterclass. 04) prova de vinhos nacionais de pequenos produtores e espanhóis da D.O. La Mancha, à procura de importadores.

CEO Interbev FABIANO MACIEL



Menu especialmente concebido para as harmonizações; a seguir as descrições e avaliações dos vinhos: 





GIGI - Espumante Natural Brut Branco N/V Método Tradicional - Variedades: Chardonnay e Pinot Noir com doze meses de autólise - Álcool: 12,5% - Região: Itaqui (Campanha)/RS - Cor dourada. Aromas complexos com a fruta madura se impondo sobre notas tostadas e de panificação. Macio, rico, saboroso e, sobretudo, refrescante, harmonizado com tartar de atum com creme de mostarda e mix de alfaces crocantes. Aqui a expertise do Enólogo português, o acessível Pedro Candelária prevaleceu. O espumante Campos de Cima é presença obrigatória nas melhores adegas e cartas de vinhos. Avaliação: excelente



Orbello Alvarinho 2024 - Álcool: 13,1% - Região: Monte Belo do Sul - Variedade: Alvarinho -elaborado com uvas de Monte Belo do Sul, exemplar promissor que a cada nova safra se aproxima da desejada tipicidade dessa festejada casta Ibérica. Teve estrutura suficiente para harmonizar com carpaccio siciliano com lascas de parmesão e trilogia de crocantes. Avaliação: ótimo



Intento Chardonnay 2023 - Álcool: 13,5% - Região: Encruzilhada do Sul/RS - as uvas sao de Encruzilhada do Sul e 50% amadureceu 12 meses em barricas de carvalho americano e a outra metade unoaked. Equilibrado, menos madeirado do que se supõe, harmonização perfeita com ravioli camarão, tomate seco ao molho mascarpone. Avaliação: ótimo



Vistamontes Rebeldia Pinot Noir 2022 - Álcool: 13,3% - Região: Faria Lemos/Bento Gonçalves/RS-as uvas vêm de Faria Lemos/Bento Gonçalves fermentadas em cachos inteiros, amadurecidas em barricas novas de carvalho francês de 228 litros por 18 meses. Depois, 12 meses na garrafa. E na taça, o q encontramos? Um vdd Pinot Noir, de estilo Borgonhês. Além da cor típica, no nariz prevaleceu as notas de cerejas e morangos. No paladar, taninos macios, fresco, acidez salivante e muita fruta emoldurada pela elegância/finesse da PN. Provavelmente, Rebeldia é dos melhores representantes da casta no Brasil. Avaliação: excelente+




Canto dos Livres Marselan Reserva 2021 - Álcool: 13,1% - Região: Farroupilha/RS - A Marselan é um cultivar híbrido resultado do cruzamento da Cabernet Sauvignon com a Grenache. Na taça, um tinto de cor intensa, profunda, sem entregar cinco anos. Nos aromas, claras reminiscências à Cabernet Sauvignon, com o tradicional herbáceo, mas sem exageros. No paladar, subimos um degrau: taninos macios, corpo pleno, álcool integrado. Vinho prazeroso demais! Avaliação: ótimo + 



Bortolini Mozzafiato Corte Ùnico 2023 - Álcool: 12,5% - Variedades: Nebbiolo, Barbera, Teroldego e Touriga Nacional - Álcool: 12,5% - Região: Encruzilhada do Sul - Vinificação: Nova Pádua - vermelho-rubi de média intensidade. Aromas francos e abertos, com notas florais (Touriga Nacional?) secundadas por frutas vermelhas (principalmente cereja e morango) sobre um fundo levemento herbáceo. Na boca, sua entrada revelou um tinto mais leve do que o esperado, de um corte improvável, porém, frutado e bem feito, porém, não muito persistente com leve acento mineral. A madeira não aparece (12 meses em barricas). Apenas 1.589 garrafas feitas. Avaliação: ótimo



Dom Bernardo Corte Bordalês 2022 - Região: Vale dos Vinhedos/Garibaldi - Álcool: 14,2% - Variedades: Merlot (50%), Cabernet Franc (30%) e Cabernet Sauvignon (20%) - vermelho-rubi intenso, profundo. Aromas complexos com notas de licor de cassis, frutos do bosque, frutas negras sobre um fundo balsâmico. Paladar no mesmo diapasão. Taninos finos, álcool generoso sem incomodar, acidez na medida, enfim, um tinto elaborado simplesmente com as três uvas tintas de melhor expressão no Vale dos Vinhedos, resultando num blend de estilo nitidamente bordalês, que às cegas irá surpreender grandes vinhos elaborados com as mesmas variedades! Apenas 2.800 garrafas desse tinto amadurecido por doze meses em barricas de carvalho francês novo. Avaliação: excelente+


Sociedade Vinícola Rio-Grandense Cabernet Franc 1955 - lendário vinho produzido pela Granja União. Bastante esmaecido na cor, exibiu aromas nítidos, intensos, uma verdadeira paleta dominada por notas terciárias com uma profusão de empireumáticos sobre um fundo a recordar café torrado. No paladar, surpreende pela vivacidade dos taninos e pela acidez. O corpo e a persistência são médios. Apesar da fragilidade, não dá sinais de declínio. Prova de que, não é de hoje, que a Cabernet Franc é uma das cepas francesas melhor adaptadas ao terroir da Serra Gaúcha. Avaliação: ótimo



Campos de Cima Licor de Tannat - Álcool: 18% - o método de elaboração é o de adição de aguardente vínica ao mosto. Depois disso, as borras são decantadas, e o vinho vai para a barrica onde amadurece por 6 longos anos. Apenas 1.050 garrafas foram produzidas. Aromas dominados por notas tostadas e de café torrado. Pleno e untuoso no paladar, com doçura na medida certa. Avaliação: ótimo

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Miolo conquista certificação Carbono Neutro e passa a integrar grupo global de referência em sustentabilidade

Ao remover mais carbono do que emite, empresa mostra que o futuro do vinho depende da responsabilidade com o ambiente. Reconhecimento posiciona a Miolo entre vinícolas de referência mundial em sustentabilidade -

Miolo Wine Group (MWG) passa a integrar um seleto grupo global ao certificar suas quatro vinícolas brasileiras como Carbono Neutro — um marco relevante para a vitivinicultura nacional, ao colocar a sustentabilidade no centro da produção e comprovar que suas operações capturam mais carbono do que emitem. Em um cenário mundial de urgência por práticas de responsabilidade social, ambiental e de governança, a Miolo demonstra que, com a terra, os vinhedos e a gestão atuando em conjunto, é possível elaborar vinho em escala com eficiência e responsabilidade, transformando solo e vinhedos em ativos ambientais e a produção em parte da resposta às mudanças climáticas. Entrega oficial do certificado foi realizada no NB Steak JK, em São Paulo, na tarde do dia 8 de abril. Para brindar a conquista, foi lançado o Miolo Wild Gamay 2026, o primeiro vinho tinto da safra.

A certificação resulta de um conjunto de práticas que já vinham sendo adotadas de forma integrada nas quatro unidades brasileiras do grupo — Vinícola Miolo (Vale dos Vinhedos – Bento Gonçalves/RS), Vinícola Seival (Campanha Meridional - Candiota/RS), Vinícola Almadén (Campanha Central – Santana do Livramento/RS) e Vinícola Terranova (Vale do São Francisco – Casa Nova/BA). Entre as medidas que sustentam este desempenho estão o manejo responsável dos vinhedos, com uso de plantas de cobertura e fixação biológica de nitrogênio, a redução do uso de insumos químicos, a melhoria da eficiência operacional, o monitoramento detalhado do consumo de combustíveis, energia e gases, o uso de eletricidade de fonte renovável e a preservação de áreas ambientais dentro das propriedades. Somado a isso, os próprios vinhedos atuam como parte da solução ao capturar e armazenar carbono na biomassa das videiras.

Elaborado com base no ano de 2025 e seguindo as diretrizes do GHG Protocol, o inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE) mostrou que as operações da empresa registraram 1.343,04 toneladas de CO₂e em emissões e 2.431,44 toneladas de CO₂e em remoções anuais, o que resultou em um saldo líquido negativo de 1.088,40 toneladas de CO₂e. Na prática, isso significa que, além de atingir a condição de Carbono Neutro, a MWG apresenta desempenho carbono negativo, ao remover mais carbono do que emite. Considerando o saldo líquido negativo de 1.048,40 de CO₂e por ano e que o grupo Miolo coloca 10 milhões de garrafas no mercado anualmente, cada garrafa representa uma captura de 108,84 g de CO₂e.

Mais do que um reconhecimento técnico, a conquista reafirma uma convicção histórica da marca: tudo começa na terra. É no solo, no respeito aos ciclos da natureza, no cuidado com o território e na relação com as comunidades que a Miolo sustenta sua forma de produzir vinho. “Acreditamos que elaborar grandes vinhos implica, necessariamente, em um compromisso profundo com as pessoas, o território e o futuro. Nossa trajetória está enraizada na valorização dos diversos terroirs brasileiros, na inovação responsável e no respeito às comunidades que fazem parte da nossa história. Acreditamos firmemente que o crescimento econômico sustentável só é possível quando alinhado a práticas sólidas de governança corporativa, ambiental e social”, destaca o Diretor Superintendente da Miolo Wine Group, Adriano Miolo.

Trabalhando a sustentabilidade para agregar valor a marca -
Segundo ele, a certificação consolida uma visão construída ao longo do tempo, desde o vinhedo até a operação industrial. “Ao mensurar, reportar e gerir nossos impactos, reafirmamos nosso compromisso com a melhoria contínua de nossos processos produtivos e com a adoção de práticas que contribuam para a mitigação das mudanças climáticas. Seguiremos investindo em eficiência, governança e sustentabilidade, certos de que o futuro do vinho brasileiro passa pela responsabilidade ambiental e pela geração de valor duradouro para a sociedade”, afirma. “Porque proteger a natureza não é apenas preservar o planeta. É garantir que a terra continue nos oferecendo aquilo que ela tem de mais extraordinário: grandes vinhos”, conclui.

Processo para a Certificação -
O levantamento envolveu toda a cadeia produtiva, da produção da uva ao engarrafamento, contemplando as emissões diretas, indiretas e voluntárias. Foram analisados dados relacionados ao consumo de óleo diesel em tratores, gás utilizado em empilhadeiras e na cozinha, recargas de ar-condicionado, equipamentos de refrigeração, energia elétrica, fertilizantes, insumos e deslocamentos corporativos, entre outros. Ao mesmo tempo, foi calculada a capacidade de remoção de carbono dos vinhedos a partir da biomassa das videiras.

Para Nathaly Regina Marchetto Krindges, Coordenadora de Qualidade da Miolo Wine Group, o processo permitiu compreender de forma mais profunda a operação e identificar oportunidades concretas de evolução. “A gente começou entendendo a fundo toda a operação da Miolo. Desde a vinícola até os vinhedos. Energia, combustível, insumos…, tudo foi mapeado. Esse processo mostrou onde estão as nossas principais emissões e, principalmente, onde estão as oportunidades de evoluir. Ficou muito claro o papel estratégico dos vinhedos nisso tudo. Não só como origem do vinho, mas como parte da solução”, ressalta.

No campo, onde nasce o vinho e uma parte decisiva deste resultado, o manejo faz toda a diferença. De acordo com o agrônomo da vinícola, Alécio Demori, o trabalho começa no solo. “Hoje, a gente trabalha com plantas de cobertura, fixação biológica de nitrogênio e redução do uso de insumos químicos. Isso melhora a saúde do solo e aumenta a quantidade de carbono que ele consegue reter. As próprias videiras também fazem parte desse processo. Elas capturam carbono da atmosfera e armazenam ao longo do seu ciclo. Quando a gente soma tudo isso, o resultado é muito claro: a gente consegue retirar mais carbono do que emite”, explica.

Além dos vinhedos próprios, a estrutura territorial do grupo reforça esse compromisso. Nas quatro unidades brasileiras, a Miolo Wine Group reúne 2.249,4 hectares de área total, sendo cerca de 1.000 hectares de vinhedos próprios, além de 103,94 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e 377,07 hectares de Reserva Legal. São áreas que mantêm vegetação nativa, protegem recursos hídricos, preservam a biodiversidade e contribuem para o equilíbrio dos ecossistemas onde a empresa está inserida.

Construção da Certificação
A idealização do projeto foi uma iniciativa conjunta entre a Miolo Wine Group, o Grupo Modarc – Uniagro e a Sumitomo Chemical. O processo de consolidação dos dados, análises técnicas e aplicação das diretrizes foi conduzido pela E2Carbon, empresa especializada em projetos de carbono no setor agropecuário. Segundo o consultor Rafael Melo, CEO da startup envolvida na iniciativa, o trabalho desenvolvido pela Miolo evidencia a força da vitivinicultura brasileira como modelo produtivo capaz de contribuir para o enfrentamento das mudanças climáticas. “No fim, tudo se resume a um balanço. De um lado, as emissões. Do outro, as remoções. E é esse equilíbrio que define se uma empresa é carbono neutro, negativo ou não. No caso da Miolo, o resultado foi muito expressivo. O sistema produtivo e os vinhedos removem mais carbono do que a empresa emite”, observa.

"Celebramos a certificação do Grupo Miolo, resultado da parceria com a Uniagro, um importante canal distribuidor da Sumitomo Chemical no Sul do país. Sendo um projeto pioneiro no mercado, um modelo eficiente de colaboração e sustentabilidade aplicada na prática e gerando valor ao cliente. Esse é um exemplo do compromisso de nossa companhia para tornar o agronegócio cada vez mais sustentável", afirma o presidente da Sumitomo Chemical América Latina, Nairo Piña Rojas.

O reconhecimento também fortalece a presença da marca no exterior. Para Lucio Motta, Export Manager da MWG, a certificação agrega credibilidade e antecipa uma demanda crescente dos mercados globais. “Essa certificação é extremamente importante para a internacionalização da Miolo. Ela traz credibilidade e mostra que a marca está alinhada às principais tendências globais. No mercado internacional, isso facilita negociações com grandes redes e mercados mais exigentes, como Europa e Estados Unidos. E, olhando para frente, é ainda mais estratégico, porque muitos mercados devem passar a exigir esse tipo de certificação”, destaca.

Alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente ao ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima, a certificação reforça que sustentabilidade, para a Miolo, não é um discurso paralelo ao negócio. É parte da essência de quem cultiva a terra, interpreta os terroirs brasileiros e entende que o futuro do vinho depende da responsabilidade com o ambiente.

Esse resultado é sustentado por um conjunto consistente de práticas já incorporadas à operação da Miolo Wine Group, que evidenciam um compromisso contínuo com a gestão ambiental e a conformidade legal. Entre elas estão a regularização da outorga de uso da água em todas as unidades, Cadastros Ambientais Rurais (CAR) atualizados, análises de solo e de qualidade da água para monitoramento e manejo responsável, além de Certidões Negativas de Débitos (CNDs) ambientais e trabalhistas válidas. A empresa também assegura a destinação correta de resíduos, com rastreabilidade dos processos, e investe em energia limpa, com uso de fonte fotovoltaica. A prática integrada dessas ações ao longo do tempo é o que sustenta e culmina na certificação conquistada.

Mais informações para a imprensa:
Lucinara Masiero – Jornalista MTB 16.950
(54) 99151.0006 - @agenciaconceitocom

terça-feira, 7 de abril de 2026

Com 93 milhões de quilos, cooperativa vinícola colhe maior safra de uva da história de 95 anos



Condições climáticas ao longo do ciclo contribuíram para o bom desempenho das variedades destinadas à produção de vinhos, espumantes e sucos de uva. Volume é 30% superior à vindima de 2025


Crédito Zéto Telöken

A safra 2026 foi encerrada pela Cooperativa Vinícola Aurora, tornando-se a maior em seus 95 anos de história. Durante três meses, entre o final de dezembro e o mês de março, foram colhidos 93 milhões de quilos de uva, volume 30% superior à vindima de 2025, que registou 71,6 milhões de quilos processados. O resultado supera o desempenho de 2021, até então o recorde histórico, quando 90 milhões de quilos de uva foram transformados em vinhos, espumantes, sucos de uva e outros produtos vitivinícolas.

 

Além do crescimento expressivo no volume, a qualidade da safra se manteve dentro dos padrões esperados. O teor de açúcar e a sanidade das uvas foram considerados adequados, favorecidos por um período de escassez hídrica durante praticamente toda a colheita, com pouca incidência de chuva. Com isso, a uniformidade da produção nos vinhedos garantiu boa distribuição dos cachos nas plantas, evitando sobrecarga e contribuindo para a qualidade final.



A manutenção de temperaturas abaixo da média durante a primavera prolongou o ciclo das variedades, especialmente as de maturação precoce. Já as chuvas regulares em momentos estratégicos garantiram o desenvolvimento equilibrado da safra. Atualmente, são cultivadas 56 variedades de uvas por cerca de 1,1 mil famílias cooperadas, entre as principais estão Merlot, Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Pinot Noir (Vitis viniferas) e Isabel, BRS Magna, Seibel e Bordô (Americanas e Híbridas);

 

O gerente Agrícola da cooperativa, Maurício Bonafé, destaca o resultado positivo para diferentes finalidades, tanto as uvas destinadas à produção de espumantes, que apresentaram maturação equilibrada entre açúcar (grau babo) e acidez, como as variedades voltadas aos vinhos tintos. De acordo com Bonafé, as castas tintas de médio e final de ciclo, foram beneficiadas pela concentração de açúcares proporcionada pela menor disponibilidade de água. Da mesma forma, as uvas destinadas à produção de sucos mantiveram qualidade dentro dos padrões exigidos.

 

“Esta foi uma safra que ficou cerca de 8% acima do esperado. Tivemos um ciclo muito favorável do ponto de vista climático, com inverno rigoroso, boa disponibilidade de horas de frio, ausência de geadas tardias e condições ideais durante a floração e o desenvolvimento das plantas. A leve escassez hídrica no período de maturação também foi fundamental para elevar a qualidade das uvas”, afirma.

 

O enólogo-chefe da Vinícola Aurora, Nauro José Morbini, destaca que o rigoroso inverno de 2025 e o baixo volume de chuvas garantiram excelente sanidade das videiras, favorecendo a maturação adequada das uvas e, consequentemente, resultando em uma safra expressiva em quantidade e também em qualidade.


A colheita da Aurora nos últimos anos*          

2015 - 65,5 milhões             
2016 - 33,6 milhões            
2017 - 71,5 milhões             
2018 - 61,8 milhões             
2019 - 68,2 milhões           
2020 - 61,9 milhões

2021 - 90 milhões     
2022 - 66 milhões     
2023 – 70,5 milhões 
2024 – 50,3 milhões 
2025 – 71,6 milhões

2026 – R$ 93 milhões

* (quilos de uva)    


Fonte: Assessoria de imprensa Cooperativa Vinícola Aurora

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